Veja radiação de urânio sendo emitida COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS

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Uma câmara de vapor é apenas uma caixa de vidro selada e contendo vapor de água ou de álcool supersaturados. Quando uma partícula de radiação ionizante passa pelo vapor, ela ioniza algumas moléculas do vapor que acabam se tornando núcleos de condensação, e as gotículas que se condensam revelam o caminho percorrido pela radiação ionizante.

O interessante é que a trilha formada denuncia que tipo de partícula a formou, trilhas criadas por partículas alfa (dois prótons e dois nêutrons) são mais largas e apresentam sinais de deflexão por colisão (quando colidem com alguma coisa) e se a partícula for um elétron, ela é mais fina e geralmente mais reta. E quando se aplica um campo magnético, as partículas formam curvas para a direita ou para a esquerda, mas sempre as positivas para o lado oposto das negativas (o sentido depende da direção que o campo magnético está apontando e da direção das partículas ionizantes).

Neste vídeo fantástico, uma câmera de vapor ou “cloud chamber” caseira é usada, e vários minérios de urânio são colocados sobre ela: Torbernite, Uraninite, Autunite, Urânio da mina Rosglas (França), Betafite, Urânio empobrecido, e uma bolinha de óxido de urânio. Não preciso dizer qual a amostra mais radiativa, preciso?

VEJA O VÍDEO AQUI!!!

Fonte: HypeScience

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por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Pela primeira vez na história, imagem mostra a luz como partícula e onda ao mesmo tempo

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Se você se lembra das aulas de física do ensino médio, sabe que a luz se comporta tanto como uma partícula quanto como uma onda.

Quando a luz ultravioleta atinge uma superfície de metal, provoca uma emissão de elétrons. Albert Einstein explicou esse efeito “fotoelétrico” propondo que a luz – pensada para ser apenas uma onda – é também um fluxo de partículas.

Mesmo que uma variedade de experimentos tenha observado com sucesso tanto o comportamento de partículas quanto o de ondas da luz, ninguém nunca foi capaz de observar os dois ao mesmo tempo.

Agora, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, liderados por Fabrizio Carbone, conseguiram capturar a primeira imagem na história da luz nesse seu comportamento duplo. O trabalho inovador foi publicado na revista Nature Communications.

A equipe de pesquisa usou elétrons para criar uma imagem da luz. O experimento foi configurado assim: um pulso de luz laser foi disparado em um pequeno nanofio metálico. O laser adicionou energia para as partículas carregadas no nanofio, fazendo-lhes vibrar.

A luz viaja ao longo deste minúsculo fio em duas direções possíveis. Quando as ondas que viajam em direções opostas se chocam, formam uma nova onda que parece estar de pé.

No experimento, esta onda estacionária se tornou a fonte de luz, irradiando em torno do nanofio.

Nesse ponto, um truque foi usado: os cientistas dispararam um fluxo de elétrons perto do nanofio, utilizando-o para fazer a imagem da onda estacionária de luz. Como os elétrons interagem com a luz confinada no nanofio, acelerando ou desacelerando, a equipe pode visualizar a onda estacionária com um microscópio de imagem ultrarrápida, a qual atua como uma impressão digital da natureza de onda da luz.

Embora este fenômeno mostre a natureza ondulatória da luz, também simultaneamente demonstra seu aspecto de partícula. À medida que os elétrons passam perto da onda estacionária de luz, eles “acertam” partículas da luz, os fótons. Como dito acima, isso afeta a sua velocidade, acelerando-os ou desacelerando-os. Esta mudança de velocidade aparece como uma troca de energia entre elétrons e fótons. A própria ocorrência destes “pacotes de energia” mostra a luz sobre o nanofio se comportando como uma partícula.

“Esta experiência demonstra que, pela primeira vez na história, podemos filmar a mecânica quântica – e sua natureza paradoxal – diretamente”, disse Fabrizio Carbone.

A importância deste trabalho se estende além da ciência fundamental, para aplicações em tecnologias futuras. “Ser capaz de fazer uma imagem e controlar fenômenos quânticos em escala nanométrica abre uma nova rota para a computação quântica”, explica Carbone.

Fonte: HypeScience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Pela primeira vez, astrônomos observam sistema multi-estrelas em estágio inicial

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Pela primeira vez, os astrônomos encontraram um sistema de múltiplas estrelas nos estágios iniciais de sua formação. As observações desse processo dão um forte apoio a mais um dos vários caminhos sugeridos para a produção destes sistemas.

Os cientistas observaram uma nuvem de gás a cerca de 800 anos-luz da Terra, encaminhando-se para um núcleo de gás que contém um jovem protoestrela e três condensações densas que, eles afirmam, entrarão em colapso e se tornarão estrelas no prazo astronomicamente curto de 40 mil anos. Das eventuais quatro estrelas, os astrônomos preveem que três podem tornar-se um estável sistema triplo de estrelas.

“Ver um sistema múltiplo de estrelas em seus estágios iniciais de formação tem sido um desafio de longa data, mas a combinação do Very Large Array (VLA) e do Telescópio Green Bank (GBT) nos deu a primeira visão de um sistema tão jovem”, comemora Jaime Pineda, do Instituto de Astronomia ETH Zurique, na Suíça.

Os cientistas usaram o VLA e o GBT junto com o James Clerk Maxwell Telescope (JCMT) no Havaí para estudar um núcleo denso de gás chamado Barnard 5 (B5) em uma região onde as jovens estrelas estão se formando na constelação de Perseus.

“Nós sabemos que essas estrelas eventualmente irão formar um sistema multi-estrela porque nossas observações mostram que as condensações de gás presentes lá são gravitacionalmente ligadas”, diz Pineda. “Esta é a primeira vez que somos capazes de mostrar que um sistema tão jovem é gravitacionalmente ligado”, acrescenta.

“Isso fornece evidências fantásticas que a fragmentação de filamentos de gás é um processo que pode produzir sistemas múltiplos de estrelas”, pontua o cientista. Os pesquisadores já sabiam que isso podia ocorrer através da fragmentação do núcleo principal de gás, da fragmentação dentro de um disco de material em órbita de uma estrela jovem e da captura gravitacional.

As condensações em B5 que produzirão as estrelas variam no momento entre um décimo até mais de um terço da massa do sol, disseram os cientistas.

Os astrônomos analisaram a dinâmica das condensações de gás e preveem que, quando as estrelas se formarem, elas serão um sistema estável de um binário interior, orbitado por uma terceira estrela mais distante. A quarta estrela, eles sugerem, não vai ser parte do sistema por muito tempo.

Segundo os cientistas, cerca de metade de todas as estrelas estão em sistemas múltiplos, mas é muito difícil pegar um deles no início de sua formação.

Além da Suíça, a equipe de pesquisa internacional incluiu membros dos EUA, Reino Unido, Alemanha e Chile.

Fonte: HypeScience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Por que tudo gira no universo?

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Do micro ao macro, tudo gira no universo: os elétrons em torno de núcleos, luas em torno de planetas, planetas em torno de estrelas, estrelas em torno de galáxias…

Por quê?

Essa é uma questão que não pode ser respondida sem que voltemos ao início de tudo.

Antes do nosso universo ser preenchido com matéria, antimatéria e radiação, estava em um estado de rápida expansão, onde a única energia encontrada no espaço-tempo era a energia intrínseca ao próprio espaço.

Este foi o período de inflação cósmica que deu origem ao Big Bang que identificamos com o nascimento do que chamamos de nosso universo. Durante este tempo, tanto quanto podemos dizer, flutuações quânticas foram produzidas, mas não podiam interagir umas com as outras, já que a expansão do espaço era demasiado rápida. Ela também era a mesma em todos os lugares e em todas as direções, sem eixo preferencial de qualquer tipo.

Quando a inflação acabou, a energia intrínseca do espaço foi convertida em matéria, antimatéria e radiação, e essas flutuações quânticas deram origem a regiões superdensas ou pouco densas no universo em rápida expansão. Isto é o que nós chamamos de Big Bang.

Desde o início, todas as partículas fundamentais nascem com um momento angular intrínseco: uma propriedade conhecida como spin (em português, algo como “giro” ou “rotação”) que não pode ser separada da própria partícula (somente o bóson de Higgs, de todas as partículas fundamentais, tem um spin que é intrinsecamente zero).

Quando estas partículas são criadas, não fazem isso orbitando qualquer outra, porque não tiveram a oportunidade de interagir com outras ainda. Mas elas já nascem com energias cinéticas intrínsecas e em locais com densidades variáveis.

No começo do universo, conforme as partículas que nasciam colidiam e interagiam gravitacionalmente, as regiões mais densas atraíam mais e mais matéria e energia, enquanto as menos densas ficavam ainda mais escassas. Com isso, as diferenças gravitacionais entre elas foram aumentando cada vez mais.

A menos que duas dessas fontes gravitacionais sejam ambas perfeitamente esféricas e se movam em uma velocidade ao longo da linha imaginária que as liga (o que é extremamente improvável), elas vão exercer um certo tipo de força sobre a outra: a força de maré.

Cada porção de matéria e energia que se move relativamente não alinhada com qualquer outra porção de matéria e energia provoca uma interação gravitacional que cria um “torque” – um momento angular, uma grandeza vetorial da física que afeta cada pedaço de matéria que conhecemos.

Conforme o tempo passa e o colapso gravitacional acontece, estas pequenas quantidades de momento angular – 50% das quais devem ser no sentido horário e 50% no anti-horário – são suficientes para causar aglomerados imensos de matéria a rodar muito lentamente.

E eles continuam rodando, por causa do que chamamos de quantidades conservadas. Você provavelmente está familiarizado com a conservação de energia: a afirmação de que a energia não pode ser criada ou destruída. O momento angular também é uma dessas quantidades (que você pode observar na prática olhando uma patinadora puxando seus braços e pernas para perto de seu corpo).

Ao mudar o que é conhecido como o momento de inércia (trazendo sua distribuição de massa mais perto de seu eixo de rotação), a conservação do momento angular determina que sua velocidade angular (ou velocidade de rotação) deve aumentar para compensar:

Estrelas, planetas, luas e mesmo galáxias – todo sistema conhecido no universo – têm experimentado essas forças de maré, e tem uma quantidade diferente de zero do momento angular em relação a outros objetos no universo.

Em resumo, gravitação, torques e a conservação do momento angular são os motivos pelos quais tudo gira no universo.

Fonte: Hypescience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Estrela alienígena não nos acertou por menos de um ano-luz

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Astrônomos dizem que uma estrela anã vermelha e sua companheira anã marrom passaram a menos de um ano-luz de nosso próprio sol 70 mil anos atrás. Ela teria se movido em meio aos cometas nos limites exteriores da Nuvem de Oort, que rodeia o nosso sistema solar. E se você está respirando aliviado pensando que 70 mil anos é tempo demais, pense duas vezes: estima-se que nesse período os humanos modernos já estivessem se espalhando pela Ásia.

A estrela é conhecida como WISE J072003.20-084651.2, ou, para os íntimos, estrela de Scholz. Hoje, está localizada a 20 anos-luz de distância de nós nos, na constelação de Monoceros. Mas, em um estudo publicado na revista “Astrophysical Journal Letters”, pesquisadores dizem que ela passou por nós a uma distância de 8 trilhões de quilômetros – ou 52 mil unidades astronômicas, ou 0,8 anos-luz – do nosso sol. Até então, não se sabia que alguma estrela tinha chegado tão perto.

Ainda assim, é pouco provável que nossos ancestrais asiáticos tenham notado a presença da visitante. Isso porque seu brilho é tão fraco que não poderia ser vista a olho nu da Terra, mesmo durante um encontro tão próximo – ela só foi descoberta em 2013. Ainda assim, a equipe de pesquisadores, liderada por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, diz que há uma chance de que os nossos antepassados ​​na África possam ter visto um flash de luz induzida magneticamente.

Mamajek e seus colegas ficaram interessados ​​na trajetória da estrela depois de descobrir que ela parecia estar se movendo diretamente para longe de nós – ou em nossa direção – em alta velocidade. Eles calcularam seu movimento relativo usando observações do Grande Telescópio Sul Africano e dos telescópios Magellan, no Chile.

“Com certeza, as medições de velocidade radial foram consistentes com ela estar fugindo das proximidades do Sol”, disse o cientista em um comunicado à imprensa. “Também percebemos que ela deve ter feito um voo rasante no passado”.

E a equipe trouxe notícias ainda melhores. No ano passado, um grupo diferente de astrônomos informou que uma estrela diferente, chamada HIP 85605, poderia fazer uma passagem perigosa pela Nuvem de Oort de 240 mil a 470 mil anos a partir de agora. Mamajek e seus colegas, no entanto, dizem que a HIP 85605 não vai de forma alguma chegar tão perto de nós.

Calcular a trajetória de uma estrela envolve alguma incerteza, uma vez que a gravidade de outros objetos próximos podem ter introduzido distorções. No entanto, o estudo concluiu que há uma chance de 98% que a estrela de Scholz tenha passado pela nuvem de Oort, mas não através de sua região interna.

Fonte: Hypescience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim, diz novos cálculos complexos

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O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

“A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. “Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.

Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas – que são caminhos de partículas no futuro ou passado – as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. “Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. “Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”, completou.

Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? “O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.

“Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura”, disse Das.

No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.

A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. “É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez”, concluiu Das.

 

FONTE: DailyMail
por Professor Leandro Aguiar Fernandes

A caminho do grande acelerador de partículas brasileiro

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Apontado como o maior projeto da ciência brasileira de todos os tempos, o acelerador de partículas Sirius caminha para virar realidade em breve. No mês passado foi assinado o contrato de construção do prédio que irá abrigá-lo em uma área de 68 mil metros quadrados em Campinas/SP. A previsão é que a máquina comece a operar em 2018.

O Sirius terá um anel de 165 metros de diâmetro, que será usado para acelerar elétrons a uma velocidade muito próxima da velocidade da luz (99,999999%, para ser exato). Diferentemente do que ocorre no Large Hadron Collider (LHC) e outros grandes laboratórios dedicados ao estudo da física de partículas, porém, o objetivo do Sirius não é fazer com que os elétrons se choquem, mas aproveitar a luz que é gerada por eles quando acelerados a essa velocidade.

Essa luz, chamada de luz síncrotron, é uma radiação eletromagnética de amplo espectro, abrangendo diferentes tipos de energia, desde o infravermelho até os raios X. Ela é captada de dentro do anel e direcionada para as chamadas “linhas de luz”, onde os cientistas podem utilizá-la para uma série de aplicações — principalmente, para investigar as propriedades atômicas de materiais, tanto orgânicos (como uma célula, ou uma proteína) quanto inorgânicos (como uma liga de metal ou algum tipo de cerâmica industrial).

O Sirius vai substituir o acelerador atual, chamado UVX, que foi inaugurado em 1997 e funciona bem até hoje, mas é pequeno demais para atender às demandas científicas da atualidade. Ambos os projetos são desenvolvidos e construídos no Brasil.

O projeto é do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM/MCTI).

Fonte: Portal CBPF

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

LHC será reiniciado em 2015

size_590_cern               Em 2015, o mais poderoso acelerador de partículas do mundo, o Large Hadron Collider, será reiniciado. O LHC, como é conhecido, já descobriu o bóson de Higgs, a chamada “partícula de Deus”, e quando tratam de sua volta, os pesquisadores sugerem que poderiam ser descobertos outros tipos destas partículas, bem como dimensões extras da realidade e da identidade da misteriosa matéria escura que compõe a maior parte da massa do universo.

O Large Hadron Collider (LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo, com um Curtir anel de cerca de 27km de circunferência. Ele acelera partículas a uma velocidade próxima à da luz perto de 9600 ímãs, composto por cerca de 10 mil toneladas de ferro, mais do que na Torre Eiffel. Estes ímãs são feitos de bobinas de filamentos que, se
forem desenrolados, podem se estender ao sol e voltar cinco vezes com sobra suficiente para algumas viagens à Lua.
O maior dos ímãs do LHC pesa 35 toneladas, e tem cerca de 15 metros de comprimento. Eles podem gerar um campo magnético mais de 100 mil vezes mais poderoso que o da Terra. Estes ímãs exigem refrigeração a partir de hélio líquido, fazendo com o que o LHC seja o maior frigorífico do mundo – os ímãs operam em temperaturas de -271,3oC, mais
frio que o espaço sideral.

Em 2012, o acelerador de partículas ajudou os cientistas a descobrir o há muito procurado bóson de Higgs, que ajuda a garantir massa para todas as partículas que têm massa, tais como prótons e elétrons. O próprio bóson de Higgs tem uma massa de 125bilhões de elétrons-volt; ou mais de 130 vezes a massa do próton. Ainda assim, tão rica quanto a safra de resultados em torno do Higgs foi, o LHC foi projetado para ser ainda mais poderoso do que tem sido. Apenas nove dias depois que foi ligado pela primeira vez, em 2008, uma conexão elétrica defeituosa entre dois de seus ímãs levou a várias toneladas de hélio escaparem com força explosiva, danificando dezenas de ímãs.

Agora, o LHC está pronto para retornar em 2015, quase duas vezes mais potente que a sua primeira “corrida”, em 2010-2013. Um avanço que o LHC poderia fazer após sua reinicialização seria descobrir que partículas formam a antimatéria, um dos maiores mistérios do universo. A antimatéria é pensada como uma substância enigmática invisível que compõe cerca de cinco sextos de toda a matéria no cosmos. O consenso entre os físicos até agora é que a antimatéria é composta de novos tipos de partículas que interagem apenas muito fracamente com a matéria comum. Ela não pode ser explicada por nenhuma das partículas no modelo padrão da física. Sua explicação, portanto, deve ser encontrada a partir de uma nova compreensão da física, que vai além do Modelo Padrão. Uma possibilidade encontra-se em uma ideia conhecida como supersimetria, o que sugere que todos os tipos conhecidos de partículas no Modelo Padrão têm parceiros ainda não descobertos. Por exemplo, os elétrons teriam primos semelhantes conhecidos como selectrons.

Cientistas dizem que o LHC não pode detectar diretamente partículas de antimatéria. No entanto, após o LHC esmagar prótons, qualquer energia faltando no rescaldo pode sugerir a criação e existência de partículas escuras. Outra descoberta que o LHC poderia fazer é de novos tipos de bósons de Higgs. Aprender mais sobre como os bósons de Higgs interagem com outras partículas também poderia iluminar a natureza da antimatéria. Com tudo isso, a comunidade científica do mundo inteiro está ansiosa para 2015.

Fonte: Live Science

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Cientistas alertam: Terra se prepara para inverter a polaridade de seu Campo Magnético

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Estudos afirmam que o campo magnético da Terra, essencial para reduzir os impactos da radiação solar, está perdendo, aos poucos, sua estabilidade. A verdade é que os polos magnéticos trocaram de posições em inúmeras ocasiões ao longo da história terrestre e o farão muitas vezes mais.
O campo magnético da Terra possui dois polos (norte e sul) que não são estáticos e cujas variações se deslocam até 16 km por ano. Dessa forma, o campo magnético nunca está em um único lugar e os polos se invertem, aproximadamente, a cada 450 mil anos. De acordo com o trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, a última inversão dos polos ocorreu há 781 mil anos. Atualmente a Terra parece estar se movendo em direção à sua próxima inversão, levando o seu núcleo interior crescer cada vez mais, obstruindo o núcleo externo, o que, por fim, acabaria debilitando o campo magnético do planeta.
Um campo magnético fraco ou instável poderá ser uma evidência clara de que a inversão dos polos terrestres está para acontecer. As consequências da mudança no magnetismo da Terra afetariam diretamente as infraestruturas elétricas e instrumentos de navegação globais, assim como a orientação da fauna silvestre, como aves e baleias, que utilizam o campo magnético para se orientarem. Os cientistas estão preocupados com a possibilidade de, durante o processo de inversão dos polos, o campo magnético se enfraquecer excessivamente, ou, até mesmo, desaparecer, mesmo que por um curto período. Isto faria que, imediatamente, desaparecesse a única proteção que a Terra possui – e também seus habitantes – para se defender da radiação solar.
Fonte: resenha-on.blogspot.com.br
por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Site disponibiliza milhares de documentos científicos assinados por Albert Einstein

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A partir desta semana, qualquer pessoa poderá acessar gratuitamente milhares de documentos originais escritos por Albert Einstein. Site recém-lançada, o The Einstein Papers Project reúne material científico sobre a Teoria Geral da Relatividade, Teoria Quântica e Gravidade, entre outros temas estudados por um dos mais importantes cientistas do século 20.

Fruto de um extenso trabalho de pesquisa que durou 25 anos, a plataforma traz também cartas endereçadas à sua primeira esposa, a matemática Mileva Maric, e correspondências trocadas com os filhos e outros cientistas.

Cerca de cinco mil documentos que cobrem os primeiros 40 anos do cientista já estão disponíveis para consulta online. De acordo com a plataforma, outros materiais serão publicados nos próximos meses. Para acessar os documentos, basta clicar neste link.

O projeto é uma parceria entre a Universidade de Princeton – instituição em que Einstein – a Universidade Hebraica de Jerusalém e o Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Assista ao vídeo de divulgação da plataforma AQUI!!!

Fonte: catracalivre

por Professor Leandro Aguiar Fernandes