Pela primeira vez, astrônomos observam sistema multi-estrelas em estágio inicial

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Pela primeira vez, os astrônomos encontraram um sistema de múltiplas estrelas nos estágios iniciais de sua formação. As observações desse processo dão um forte apoio a mais um dos vários caminhos sugeridos para a produção destes sistemas.

Os cientistas observaram uma nuvem de gás a cerca de 800 anos-luz da Terra, encaminhando-se para um núcleo de gás que contém um jovem protoestrela e três condensações densas que, eles afirmam, entrarão em colapso e se tornarão estrelas no prazo astronomicamente curto de 40 mil anos. Das eventuais quatro estrelas, os astrônomos preveem que três podem tornar-se um estável sistema triplo de estrelas.

“Ver um sistema múltiplo de estrelas em seus estágios iniciais de formação tem sido um desafio de longa data, mas a combinação do Very Large Array (VLA) e do Telescópio Green Bank (GBT) nos deu a primeira visão de um sistema tão jovem”, comemora Jaime Pineda, do Instituto de Astronomia ETH Zurique, na Suíça.

Os cientistas usaram o VLA e o GBT junto com o James Clerk Maxwell Telescope (JCMT) no Havaí para estudar um núcleo denso de gás chamado Barnard 5 (B5) em uma região onde as jovens estrelas estão se formando na constelação de Perseus.

“Nós sabemos que essas estrelas eventualmente irão formar um sistema multi-estrela porque nossas observações mostram que as condensações de gás presentes lá são gravitacionalmente ligadas”, diz Pineda. “Esta é a primeira vez que somos capazes de mostrar que um sistema tão jovem é gravitacionalmente ligado”, acrescenta.

“Isso fornece evidências fantásticas que a fragmentação de filamentos de gás é um processo que pode produzir sistemas múltiplos de estrelas”, pontua o cientista. Os pesquisadores já sabiam que isso podia ocorrer através da fragmentação do núcleo principal de gás, da fragmentação dentro de um disco de material em órbita de uma estrela jovem e da captura gravitacional.

As condensações em B5 que produzirão as estrelas variam no momento entre um décimo até mais de um terço da massa do sol, disseram os cientistas.

Os astrônomos analisaram a dinâmica das condensações de gás e preveem que, quando as estrelas se formarem, elas serão um sistema estável de um binário interior, orbitado por uma terceira estrela mais distante. A quarta estrela, eles sugerem, não vai ser parte do sistema por muito tempo.

Segundo os cientistas, cerca de metade de todas as estrelas estão em sistemas múltiplos, mas é muito difícil pegar um deles no início de sua formação.

Além da Suíça, a equipe de pesquisa internacional incluiu membros dos EUA, Reino Unido, Alemanha e Chile.

Fonte: HypeScience

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por Professor Leandro Aguiar Fernandes

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