Astrônomos encontram buraco negro que gira quase na velocidade da luz

0ultro7qjq5r7ytnmo0c8fq6u

Astrônomos da Nasa e da ESA, agências espaciais norte-americana e europeia respectivamente, conseguiram medir a velocidade de rotação de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia em espiral NGC 1365. O estudo publicado na quinta na Nature afirma que a velocidade de rotação do buraco é perto da velocidade da luz. O buraco negro tem 2 milhões de vezes a massa do nosso Sol.

Os cientistas acreditam que a evolução de uma galáxia está intrinsecamente relacionada com a evolução de seu buraco negro. E a velocidade com que ele gira está ligada a sua formação: para crescer continuamente e acabar girando rapidamente, ele deve ser “alimentado” por um fluxo uniforme de matéria em espiral ou é o resultado de dois pequenos buracos negros que se fundiram; já buracos negros mais lentos provavelmente recebem matéria desordenadamente em todas as direções.

Para conseguir calcular a taxa de rotação, os pesquisadores usaram dois observatórios em raios-x para captar átomos de ferro, que possuem uma forte assinatura neste espectro. A solução foi fazer as análises em raio-x de baixa energia e em alta energia e depois combinar as informações.

Até então era difícil fazer tal medição porque acreditava-se que os raios-x ficavam distorcidos pela poeira que fica perto do disco. Mas os novos dados demonstraram que os raios-x não eram distorcidos pelas nuvens, mas sim pela enorme gravidade do buraco negro. Os buracos supermassivos são rodeados por discos, formados pela gravidade que puxa a matéria ao redor. A teoria de Einstein prevê que quanto mais rápido um buraco negro gira, mais perto do disco ele estaria. Quanto mais próximo o disco, mais a gravidade do buraco negro irá deformar os raios-x. Assim, só uma velocidade de rotação que chega perto da velocidade da luz, a barreira da teoria de Einstein, seria capaz de produzir tal distorção nos raios.

Fonte: UOL

Anúncios
por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Explosão no céu da Rússia não teve relação com asteróide que passa raspando na Terra hoje, afirma NASA

meteor_in_russia-600x446

A grande explosão no céu que deixou cerca de 1000 pessoas feridas na Rússia não tem relação com a passagem de hoje do asteróide 2012 DA14, afirma um especialista da Nasa.

Don Yeomans é expert em asteróides e coordena um projeto de sondagem de objetos próximos à Terra. Segundo ele o objeto que explodiu teria sido um bólido.

O cientista também afirmou que o evento não deve ter relação com o asteróide 2012 DA14 que estará passando a 27 mil km da Terra hoje. A principal evidência de que os eventos não estão relacionados é que o asteróide passará na direção note-sul e o bólido não tinha a mesma orientação.

Fragmentos brilhantes do objeto pareciam “chover” após a explosão que as autoridades russas afirmaram ser um objeto de cerca de 10 toneladas. Pequenos pedaços do meteorito podem ter chegado ao chão e em um lado a cerca de 80km de Chelyabinsk.

A Academia de Ciências russa afirma que o evento pode ter relação com o asteróide 2012 DA14, contradizendo o especialista da Nasa.

Não foi detectada radiação próximo ao local da explosão, o que elimina a possibilidade de algum artefato atômico ter sido detonado. [NY Times, Space, com dicas do colaborador Cesar Grossman].

Fonte: Hypescience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Férmion de Majorana: partícula para computação

Majorana-Fermions1

Após 75 anos, a misteriosa e procurada partícula (férmion) de Majorana foi localizada pelos cientistas da Universidade Tecnológica de Delft e da Fundação para Pesquisa Fundamental da Matéria, ambos na Holanda. O estudo liderado pelo cientista Leo Kouwenhoven foi financiado pela Microsoft, e publicados na revista Science.

Essa partícula foi prevista na década de 1930 pelo físico italiano Ettore Majorana, com base na mecânica quântica. Trata-se de uma partícula muito peculiar, pois a própria partícula é também uma antipartícula, estando exatamente na fronteira entre matéria e antimatéria. Quando por exemplo, um elétron (carga negativa)  se encontra com um pósitron, sua antipartícula, ambos se aniquilam e emitem um flash de raios gama. Já o férmion Majorana é uma partícula neutra, tanto partícula quando antipartícula.

A partícula não só expande as fronteiras da física fundamental, mas é de vital importância no entendimento da matéria escura, que segundo os pesquisadores, forma a grande maioria do universo. A matéria escura seria formada pelos férmions de Majorana, mas isso ainda exige uma análise melhor por parte dos físicos.

Além da suma importância para a ciência, a partícula também poderá ser de grande serventia para os computadores quânticos, vistos como o futuro da computação. Isso porque quando dois férmions de Majorana são movimentados um em relação ao outro, cada um deles mantém a memória da sua posição anterior, tornando os computadores extremamente estáveis e imunes à influência externa, isso sem falar na velocidade absurda que processariam dados.

por Professor Leandro Aguiar Fernandes