Simulações sugerem que planeta extrassolar pode ser habitável

Um distante planeta extrassolar, isto é, que orbita outra estrela que não nosso Sol, pode ser habitável. Localizado a cerca de 1,2 mil anos-luz da Terra na direção da constelação de Lira, o Kepler-62f foi alvo de simulações que uniram pela primeira vez modelos que avaliam uma ampla gama de possíveis órbitas e interações de um planeta com sua estrela com outros modelos para os eventuais composição e comportamento de sua atmosfera e clima. E os resultados dessas simulações sugerem diversas combinações sob as quais ele poderia ter água em estado líquido na sua superfície, condição essencial para desenvolvimento e manutenção da vida como conhecemos.

De um tipo conhecido como “super-Terra”, o Kepler-62f é cerca de 40% maior que o nosso planeta, dentro do limite que os astrônomos consideram altamente provável que ele também seja rochoso como o nosso. Além disso, ele orbita sua estrela na chamada “zona habitável”, em que não está perto nem longe demais para que sua temperatura também possa permitir a existência de água em estado líquido nele. Completando um “ano” a cada 267 dias, o Kepler-62f recebeu essa designação porque é o mais afastado dos cinco planetas que se sabe orbitarem a estrela Kepler-62, com aproximadamente dois terços do tamanho e um quinto do brilho do Sol. Isso faz com que, mesmo estando mais perto da sua estrela que a Terra, ele receba apenas estimados 41% da energia que banha nosso planeta.

– Descobrimos que existem múltiplas composições atmosféricas que permitem a ele ser quente o bastante para ter água líquida na superfície – afirma Aomawa Shields, astrônoma da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e líder do estudo, publicado na última edição do periódico científico “Astrobiology”. – Isso faz dele um forte candidato a ser um planeta habitável.

Nas simulações, os cientistas usaram cenários em que o Kepler teria uma atmosfera tão densa a até 12 vezes mais densa que a da Terra, com concentrações de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases do efeito estufa, variando a também iguais a até 2,5 mil vezes a vista na atmosfera terrestre (cerca de 0,04%), e diversas possíveis configurações para sua órbita. Segundo Shields, para ser habitável ao longo de todo ano, o planeta teria que ter uma atmosfera com entre três a cinco vezes a densidade da terrestre, e composta inteiramente de CO2.

– Mas mesmo que ele não tenha um mecanismo que gere muito dióxido de carbono na sua atmosfera para reter calor, e tudo que tivesse fosse uma concentração de CO2 como a da Terra, certas configurações orbitais poderiam permitir que as temperaturas na superfície ainda que temporariamente ficassem acima do congelamento durante uma boa porção do seu ano, e isso pode ajudar a derreter os lençóis de gelo formados em outras épocas da sua órbita – diz Shields.

Para Shields, as mesmas técnicas usadas nas suas simulações poderiam ser aplicadas a outros planetas extrassolares muito mais próximos e que também podem ser habitáveis, desde que sejam rochosos.

– Isso nos ajudará a entender como certos planetas podem ser habitáveis sob uma ampla gama de fatores enquanto ainda não temos dados de telescópios – lembra. – E esse trabalho vai nos permitir gerar uma lista prioritária de alvos a serem seguidos mais de perto quando tivermos a próxima geração de telescópios que serão capazes de procurar por sinais de vida nas atmosferas de outros mundos.

Fonte: O Globo

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Stephen Hawking: ‘Buracos Negros podem ser passagens para outra dimensão.’

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Normalmente caracterizados como turbilhões inescapáveis de destruição, os buracos negros vêm intrigando cientistas – e cineastas – há muitos anos. Ao longo do tempo, a noção de que esse fenômeno espacial pudesse servir como uma porta de entrada para outras dimensões sempre foi vista como algo fantasioso. Agora, no entanto, ninguém menos do que o renomado Stephen Hawking afirma que isso é perfeitamente possível.

Durante uma palestra recente no KTH Royal Institute of Technology, em Estocolmo, o cientista apresentou uma nova teoria por meio da qual consegue não somente resolver problemas que empacavam hipóteses anteriores há mais de 40 anos, mas também reforçam a possibilidade acima. Antes de partirmos para explicar a novidade, no entanto, é preciso entender um pouco mais sobre o assunto.

Desfazendo o nó

Quando uma estrela gigante vermelha entra em supernova e deixa para trás um núcleo com uma massa considerável, esse material remanescente pode entrar em colapso e dar origem àquilo que chamamos de buraco negro. Com uma enorme força gravitacional, o fenômeno passa então a atrair objetos físicos que se aproximem demais – e é nesse ponto em que os cientistas começam a ter problemas.

Segundo os cientistas defensores da teoria da relatividade geral, as informações que determinam o estado físico de tudo o que cai em um buraco negro são simplesmente obliterados por sua imensa gravidade. Por outro lado, os seguidores da mecânica quântica argumentam que esses dados permanecem intactos. Esse conflito entre hipóteses já dura mais de quatro décadas e recebeu o nome de “Paradoxo da Informação”.

Com a nova teoria de Hawking, no entanto, surge uma terceira opção que pode colocar um fim à discussão. Segundo ele, na realidade a informação não chega até a parte interna do buraco negro, mas sim fica armazenada na sua região de fronteira – conhecida como “horizonte de eventos” ou “ponto de não-retorno”. Assim, os dados sobre as partículas sugadas ficariam na superfície, assumindo a forma de hologramas, imagens residuais 2D dos objetos 3D originais.

Passagem só de ida

O cientista ainda explica que essa informação, no entanto, não fica presa permanentemente por conta da atração gravitacional do fenômeno, mas pode escapar de volta para o espaço graças à “radiação Hawking”. Segundo esse conceito, alguns fótons podem ser ocasionalmente ejetados de um buraco negro devido a flutuações quânticas aleatórias.

Nesse momento, os fótons emitidos acabariam carregando consigo as informações “armazenadas” no horizonte de evento, mas acabaria “corrompendo” os dados. “A informação sobre as partículas entrantes é devolvida, mas em uma forma caótica e inútil. Isso soluciona o Paradoxo da Informação. Para todos os propósitos práticos, os dados acabam perdidos”, pontua o pesquisador.

Outra opção de escapatória que Hawking diz ser possível, no entanto, é a passagem desse material para uma dimensão diferente. “A existência de histórias alternativas com buracos negros sugere que isso é uma possibilidade. O buraco teria que ser grande e, se estivesse em rotação, poderia ser uma porta para um Universo diferente. Mas você não conseguiria mais voltar para o nosso”, concluiu o cientista.

Fonte: Tecmundo

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Imagens da Nasa mostram buraco negro “arrotando” raios-X

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Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o “arroto” de um buraco negro.

O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni.

Localizado na constelação de Cisne, a oito mil anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha “arrotado” antes, mas a última vez tinha sido em 1989. “Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama”, explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa.

“No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)”.

O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias. Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros – apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz.

Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é “denunciada” pelo movimento de corpos celestes próximos. Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a “dormir”, segundo a Nasa.

Fonte: Terra

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Brasil no CERN: CBPF realiza colaboração pioneira na América Latina

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A partir de hoje, o Grid Lafex/CBPF é o primeiro grid latino-americano a integrar a rede exclusiva LHC ONE (LHC Open Network Environment), do CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). O Grid Lafex/CBPF vem participando do projeto para ingressar nessa rede há mais de um ano.

O LHC ONE é um projeto do Cern que visa interconexão e integração dos centros de computação espalhados no mundo que fazem parte de seu grid computacional. Esta infraestrutura tem como objetivo criar uma rede lógica sobre a rede física existente entre os sites de grids membros da colaboração dos experimentos do LHC (Large Hadron Collider). Tal rede lógica, a partir de configurações avançadas e específicas em roteadores em todo caminho, permite maior segurança, prioridade dos dados e maior vazão na rede, tornando o CBPF ainda mais “conectado” ao experimento LHCb/Cern. O CBPF já está habilitado para usar esta rede a 10Gbps (Gigabits por segundo).

Nesse cenário, a Coordenação de Atividades Técnicas (CAT) participa com o projeto de avaliação de transferência massiva de dados entre redes de alto desempenho, tema de trabalho de pesquisa no mestrado de instrumentação científica do CBPF. Além da CAT, contribuíram para o sucesso alcançado a Rede-Rio/Faperj, a Rede Nacional de Pesquisas (RNP) e equipes de grandes backbones internacionais da Rede Clara, Geant e CERN. Parte do projeto vem sendo financiado pelo Programa de Capacitação Institucional (PCI/MCTI).

Fonte: Portal CBPF

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Pesquisadores do CERN confirmam a existência da Força

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Pesquisadores do Large Hadron Collider começaram a testar apenas recentemente o acelerador para correr na energia de 13 TeV, e eles já encontraram novos indícios sobre a estrutura fundamental do universo. Embora as quatro forças fundamentais – a força forte, a força fraca, a força eletromagnética e gravidade – têm sido bem documentadas e confirmada em experimentos ao longo dos anos, o CERN anunciou hoje a primeira evidência inequívoca para a Força. “Muito impressionante, este resultado é”, disse um porta-voz verde diminutivo para o laboratório.

“A Força é o que dá um físico de partículas seus poderes”, disse o físico teórico Ben Kenobi, da Universidade de Mos Eisley, Tatooine. “É um campo de energia criado por todas as coisas vivas. Ele nos rodeia; e penetra em nós; se liga a galáxia juntos. “

Embora os pesquisadores estejam ainda sem saber o que exatamente faz com que os Força, estudantes e professores no laboratório já começaram a aproveitar o seu poder. As aplicações práticas até agora incluem a comunicação de longa distância, influenciando mentes, e levantar coisas pesadas fora de pântanos.

Kenobi começou a ensinar os caminhos da Força para uma jovem senhora que estava tendo problemas para a revisão para as provas de física de partículas,. “Ela disse que eu era sua única esperança”, diz Kenobi. “Então, eu projetei um experimento para detectar a Força, e passou no meu conhecimento.”

Papel seminal de Kenobi “Que a Força esteja com a UE” – um argumento forte de que seu experimento deve ser construído na Europa – convenceu o Conselho do CERN para financiar a instalação de dezenas de novas unidades R2 para centro de dados do CERN. Estes droids pequenos corajosos estão ajudando os físicos para lidar com o fluxo de dados do mais recente experimento do laboratório, o detector Thermodynamic Injection Energia (TIE), recentemente instalado no LHC.

“Estamos muito satisfeitos com esta nova adição ao complexo de aceleradores do CERN”, disse o analista de dados Luke Daniels das relações humano-cyborg. “O detector TIE forneceu-nos com muita ação, e além do mais ele faz um som muito legal quando as vigas atirar para fora do mesmo.”

Mas a comunidade científica está dividida sobre a descoberta. A matéria escura pesquisador Dave Vader não se impressionou, respirando pesadamente em desgosto durante a conferência de imprensa anunciando os resultados, e descartando as implicações cosmológicas da Força com o gracejo “Asteroides não me preocupam!!!”.

Os rumores são cada vez mais que este pesquisador desonestos espera aprofundar o lado escuro do Modelo Padrão, e poderia até mesmo construir sua própria estação de pesquisa algum dia. Com a divisão da comunidade acadêmica, muitos são tentados por convites de Vader para estudar o lado escuro, especialmente os pesquisadores que trabalham com lasers vermelhos, e ninguém realmente com uma raia do mal que parece ser bom em vestes escuras.

“Esperamos continuar a estudar a Força, e talvez usá-lo para abrir as portas com as nossas mentes e voar ao redor e outras coisas”, disse TIE experimentalista Fan Buoi. “Neste momento, para ser honesto, eu realmente não me importo como ele funciona. O departamento de teoria tem alguma idéia maluca sobre formas de vida chamados midi-chlorians, mas, sinceramente, eu acho que mal pensado como explicações que só prejudica o quão legal o Força realmente é. “

Com a investigação em curso, muitos no CERN já estão prevendo que a Força vai despertar ainda este ano. Fontes próximas ao Centro de Dados mais tarde revelou que estes não eram os droids que eles estavam procurando.

Fonte: CERN

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Buracos negros no LHC podem indicar universos paralelos

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A possibilidade de que outros universos existem além do nosso próprio universo é tentadora, mas parece quase impossível de testar. Agora, um grupo de físicos sugeriu que o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, pode ser capaz de descobrir a existência de universos paralelos.

Em um novo estudo publicado na Physics Letters B, Ahmed Ali Farag, Mir Faizal, e Mohammed M. Khalil explicam que a chave para encontrar universos paralelos pode vir da detecção buracos negros em miniatura em um certo nível de energia. A detecção dos mini buracos negros indicaria a existência de dimensões extras, que por sua vez apoiariam a teoria das cordas e modelos relacionados que prevêem a existência de dimensões extras, bem como universos paralelos.

“Normalmente, quando as pessoas pensam sobre o multiverso, pensam na Interpretação dos Muitos Mundos da mecânica quântica, onde todas as possibilidades se concretizam”, Faizal disse ao Phys.org. “Isso não pode ser testado e por isso é filosofia e não ciência. Isso não é o que queremos dizer com universos paralelos. O que queremos dizer é universos reais em dimensões extras. Como a gravidade pode fluir do nosso universo para as dimensões extras, tal modelo pode ser testado pela detecção de mini-buracos negros no LHC. Nós calculamos a energia em que esperamos para detectar esses mini buracos negros no arco-íris da gravidade [a nova teoria]. Se nós detectarmos mini-buracos negros nesta energia, então saberemos que o arco-íris da gravidade e as dimensões extras estão corretas.

De certa forma, essa ideia não é nova. O LHC já procurou detectar mini buracos negros, mas veio de mãos vazias. Isto é o que seria de esperar se existirem apenas quatro dimensões, uma vez que a energia necessária para produzir buracos negros em quatro dimensões seria muito maior (1019 GeV) do que a energia que pode ser obtida no LHC (14 TeV).

No entanto, se existem dimensões extras, pensa-se que elas iriam reduzir a energia necessária para produzir buracos negros a níveis que o LHC pode alcançar. Como Faizal explicou, isso acontece porque a gravidade em nosso universo de alguma forma pode fluir para as dimensões extras. Como o LHC até agora não detectou mini-buracos negros, parece que as dimensões extras não existem, pelo menos não na escala de energia que foi testado. Por extensão, os resultados não suportavam a teoria das cordas ou universos paralelos.

Em seu artigo, Ali, Faizal, e Khalil oferecem uma interpretação diferente para o porquê mini buracos negros não foram detectados no LHC. Eles sugerem que o atual modelo de gravidade que foi utilizado para prever o nível de energia necessário para a produção de buracos negros não é muito preciso, pois não leva em conta os efeitos quânticos.

De acordo com a Relatividade de Einstein, a gravidade é representada pela curvatura do espaço e do tempo. No entanto, aqui os cientistas apontam que esta geometria do espaço e do tempo responsável pela gravidade fica deformada na escala de Planck. Eles usaram a nova teoria do arco-íris da gravidade para explicar essa modificação da geometria do espaço e do tempo perto da escala de Planck, onde os mini buracos negros são previstos para existir.

Usando o arco-íris da gravidade, os cientistas descobriram que um pouco mais de energia é necessária para produzir mini-buracos negros no LHC do que se pensava anteriormente. Até agora, o LHC tem procurado mini-buracos negros em níveis de energia abaixo de 5,3 TeV. De acordo com o arco-íris da gravidade, esta energia é muito baixa. Em vez disso, o modelo prevê que os buracos negros podem se formar em níveis de energia de, pelo menos, 9,5 TeV em seis dimensões e 11,9 TeV em 10 dimensões. Uma vez que o LHC foi projetado para atingir 14 TeV em futuras execuções, essas necessidades energéticas previstas para a produção de mini buracos negros devem ser acessíveis em breve.

Vale frisar que os mini buracos negros produzidos em laboratório não representam o menor risco para a Terra, pois, uma vez que se formam, eles desaparecem em uma fração de segundos.

Fonte: phys.org
por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Brasileira que revolucionou o entendimento sobre buracos negros é premiada

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A astrofísica brasileira Thaisa Bergmann, professora da Universidade do Rio Grande do Sul, ganhou recentemente o prêmio “Para Mulheres Na Ciência” (“For Women In Science”), da Fundação L’Oréal em parceria com a UNESCO, por conta de sua pesquisa sobre buracos negros.

Atualmente na 17ª edição, essa premiação internacional é destinada a reconhecer e apoiar a contribuição científica de cinco laureadas, uma de cada canto do globo, anualmente. Thaisa representa a América Latina, e é a sexta brasileira a se juntar ao time de vencedoras.

“A visibilidade que o prêmio dá é incrível. É muito gratificante saber que todo meu esforço é valorizado”, diz Thaisa.

Além do prêmio principal, 15 pesquisadoras promissoras receberam o prêmio “Talentos Internacionais em Ascensão” (em inglês, “International Rising Talents”), que tem o objetivo de acelerar o avanço dessas mulheres na ciência.

Esses talentos foram escolhidos entre mais de 230 bolsas de estudo concedidas a cada ano nas edições regionais do programa, e a farmacêutica brasileira Carolina Andrade, da Universidade de Goiás, foi uma das reconhecidas por sua pesquisa para o tratamento da leishmaniose. A pesquisa que levou ao reconhecimento internacional de Thaisa foi fundamental para o entendimento de buracos negros supermassivos.

Antes mesmo do advento do telescópio espacial, através de observações, a astrofísica detectou um disco de gás girando em torno do núcleo de uma galáxia. Esse objeto tinha velocidades muito altas – 10.000 quilômetros por segundo –, era compacto e possuía uma massa muito grande.

Thaisa notou que ele circulava um buraco negro supermassivo, em uma galáxia na qual um buraco negro não era esperado no seu núcleo. O estudo foi capital para a conclusão de que um desses objetos provavelmente existe no centro de cada galáxia.

Além disso, a assinatura de gás que Thaisa encontrou serve para identificar outros buracos negros supermassivos no universo. Hoje, ela continua estudando esses “monstros espaciais”, além da ejeção de massa que ocorre do disco de gás em volta deles toda vez que o buraco negro faz uma refeição.

O que os buracos negros dizem sobre as galáxias

A pesquisa da astrofísica também levou a outra descoberta importante: a de que os buracos negros precisam ser levados em conta nos modelos de evolução do universo, uma vez que influenciam o tamanho das galáxias.

“Geralmente, esses modelos contabilizavam apenas fatores como sua expansão e a força da gravidade, que de fato afetam o desenvolvimento do universo. No entanto, galáxias muito maiores do que as que conhecemos resultavam desses modelos”, explica a pesquisadora.

Durante a fase de atividade desses objetos, os discos de acreção em volta dos buracos negros, que ejetam massa quando eles consomem matéria, acabam liberando grandes quantidades de energia, o que por um certo tempo interrompe o crescimento da galáxia. Isso, por sua vez, limita o tamanho total dessa galáxia a longo prazo.

Hoje, para que os modelos prevejam com sucesso a evolução do universo, precisam considerar os buracos negros espécies de “reguladores das galáxias”, como Thaisa os chama.

Fonte: HypeScience

 

 

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

INAC 2015: Confira o Folder

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A 7ª edição da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico (International Nuclear Atlantic Conference – Inac) ocorrerá entre os dias 4 e 9 de outubro deste ano, em São Paulo. O site oficial do evento deverá ser colocado no ar em breve!!!

Fonte: ABEN

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Veja radiação de urânio sendo emitida COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS

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Uma câmara de vapor é apenas uma caixa de vidro selada e contendo vapor de água ou de álcool supersaturados. Quando uma partícula de radiação ionizante passa pelo vapor, ela ioniza algumas moléculas do vapor que acabam se tornando núcleos de condensação, e as gotículas que se condensam revelam o caminho percorrido pela radiação ionizante.

O interessante é que a trilha formada denuncia que tipo de partícula a formou, trilhas criadas por partículas alfa (dois prótons e dois nêutrons) são mais largas e apresentam sinais de deflexão por colisão (quando colidem com alguma coisa) e se a partícula for um elétron, ela é mais fina e geralmente mais reta. E quando se aplica um campo magnético, as partículas formam curvas para a direita ou para a esquerda, mas sempre as positivas para o lado oposto das negativas (o sentido depende da direção que o campo magnético está apontando e da direção das partículas ionizantes).

Neste vídeo fantástico, uma câmera de vapor ou “cloud chamber” caseira é usada, e vários minérios de urânio são colocados sobre ela: Torbernite, Uraninite, Autunite, Urânio da mina Rosglas (França), Betafite, Urânio empobrecido, e uma bolinha de óxido de urânio. Não preciso dizer qual a amostra mais radiativa, preciso?

VEJA O VÍDEO AQUI!!!

Fonte: HypeScience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes

Pela primeira vez na história, imagem mostra a luz como partícula e onda ao mesmo tempo

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Se você se lembra das aulas de física do ensino médio, sabe que a luz se comporta tanto como uma partícula quanto como uma onda.

Quando a luz ultravioleta atinge uma superfície de metal, provoca uma emissão de elétrons. Albert Einstein explicou esse efeito “fotoelétrico” propondo que a luz – pensada para ser apenas uma onda – é também um fluxo de partículas.

Mesmo que uma variedade de experimentos tenha observado com sucesso tanto o comportamento de partículas quanto o de ondas da luz, ninguém nunca foi capaz de observar os dois ao mesmo tempo.

Agora, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, liderados por Fabrizio Carbone, conseguiram capturar a primeira imagem na história da luz nesse seu comportamento duplo. O trabalho inovador foi publicado na revista Nature Communications.

A equipe de pesquisa usou elétrons para criar uma imagem da luz. O experimento foi configurado assim: um pulso de luz laser foi disparado em um pequeno nanofio metálico. O laser adicionou energia para as partículas carregadas no nanofio, fazendo-lhes vibrar.

A luz viaja ao longo deste minúsculo fio em duas direções possíveis. Quando as ondas que viajam em direções opostas se chocam, formam uma nova onda que parece estar de pé.

No experimento, esta onda estacionária se tornou a fonte de luz, irradiando em torno do nanofio.

Nesse ponto, um truque foi usado: os cientistas dispararam um fluxo de elétrons perto do nanofio, utilizando-o para fazer a imagem da onda estacionária de luz. Como os elétrons interagem com a luz confinada no nanofio, acelerando ou desacelerando, a equipe pode visualizar a onda estacionária com um microscópio de imagem ultrarrápida, a qual atua como uma impressão digital da natureza de onda da luz.

Embora este fenômeno mostre a natureza ondulatória da luz, também simultaneamente demonstra seu aspecto de partícula. À medida que os elétrons passam perto da onda estacionária de luz, eles “acertam” partículas da luz, os fótons. Como dito acima, isso afeta a sua velocidade, acelerando-os ou desacelerando-os. Esta mudança de velocidade aparece como uma troca de energia entre elétrons e fótons. A própria ocorrência destes “pacotes de energia” mostra a luz sobre o nanofio se comportando como uma partícula.

“Esta experiência demonstra que, pela primeira vez na história, podemos filmar a mecânica quântica – e sua natureza paradoxal – diretamente”, disse Fabrizio Carbone.

A importância deste trabalho se estende além da ciência fundamental, para aplicações em tecnologias futuras. “Ser capaz de fazer uma imagem e controlar fenômenos quânticos em escala nanométrica abre uma nova rota para a computação quântica”, explica Carbone.

Fonte: HypeScience

por Professor Leandro Aguiar Fernandes